sábado, 18 de julho de 2020

Artigo - Dia Mundial Da Escuta 2020:  O Campo Coletivo

  
Gravador de áudio do tipo hand recorder. Créditos: Thiago R.
 
No dia 18 de julho é celebrado o Dia Mundial da Escuta. A data foi iniciada em 2010 pelo World Listening Project (WLP), organização internacional sem fins lucrativos dedicada à promoção e compreensão do mundo e de seu ambiente natural, sociedades e culturas por meio das práticas de escuta e gravação de campo. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do compositor, educador musical e autor canadense R. Murray Schafer (1933), influente por desenvolver junto ao grupo de pesquisa World Soundscape Project, as ideias fundamentais sobre os conceitos de paisagem sonora e ecologia acústica na década de 1970.

A paisagem sonora pode ser compreendida como a produção de sons ligados a uma paisagem urbana ou rural. Uma vasta sinfonia onde qualquer pessoa é encorajada a praticar uma escuta ativa, a fim de desenvolver a apreciação crítica dos sons ambientais que escuta.
 
Já a ecologia acústica é um campo de estudos voltado às preocupações que envolvem a relação dos seres vivos com o seu ambiente sonoro, e os efeitos que surgem dessa relação.

A partir da escuta atenta, muitos compositores, artistas e pesquisadores que lidam com a criação sonora passam a registrar as paisagens com equipamentos de gravação para futuras produções que podiam envolver os sons das grandes cidades, ambientes campestres, ou mesmo florestas de difícil acesso, também podendo demonstrar com esses registros o aumento do volume sonoro de um centro urbano ou o desaparecimento gradual dos sons de uma fauna específica. Esse método de registro sonoro recebeu o nome de método de gravação de campo.



Em 2020 o Dia Mundial da Escuta dedica-se ao tema O Campo Coletivo, um convite à reflexão sobre o mundo que pensávamos conhecer, mas que nos fez recuar e reagir ao silêncio e os ruídos do momento atual, o que nos sugere rever os modos como nos conectamos e compartilhamos individualmente e em coletivo.

No momento de incerteza ocasionada pela pandemia de COVID-19, as grandes manifestações antirracistas e por justiça social nos Estados Unidos e em outros países do mundo, o Dia Mundial da Escuta desse ano propõe aos participantes expressar suas jornadas recentes pelo o que foi, o que é e o que será evocado a partir dessas mudanças, por territórios sonoros ainda em construção e que se abrem em diferentes níveis para uma consciência de escuta e de conexão do indivíduo com o todo ao qual pertence, coletivo e ambientalmente.

Nesse sentido as novas tecnologias de comunicação contribuem com a popularização dos meios digitais de compartilhamento que envolvem a paisagem sonora e o Dia Mundial da Escuta.

Assim, em meio às novas condições que surgem em tempos de mudança, fica o convite para a investigação dos vários modos de escuta do mundo e sua fábrica de sons que por vezes passa despercebido, mas que nos cerca e aguarda por ser descoberto.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Signo: Som: Infinito:__________

 Créditos da imagem: Letícia Rita

Signo: Som: Infinito:__________ foi uma performance/ação sonora realizada em tempo real a partir do estouro de um balão de látex inflável, que então foi gravado, amplificado e reproduzido em loop por tempo indeterminado, através de microfone, mini amplificador de áudio, e pedal de efeitos.

A investigação do trabalho surgiu da experimentação do fenômeno acústico enquanto elemento de ocupação temporal e espacial – pela reiteração sonora de um gesto propiciado pela mediação dos meios eletrônicos – e em consonância às circunstancias do local; no caso, a trilha de caminhada do Cerrado Infinito, proposta concebida pelo artista Daniel Caballero, e pensado como “(...) um processo reverso que se forma á partir de ações contínuas de descolonização da paisagem vegetal urbana. Ocupa áreas já destinadas a uma função, como praças públicas, ou locais que tenham espaço a ser transformado, liberando o solo de qualquer função pré-determinada.” ¹

Localizada na Praça Homero Silva, em São Paulo, a trilha conforma aproximadamente 300 metros de percurso, tendo ao longo de sua margem uma vegetação típica do bioma Cerrado. Nessa paisagem se desdobra o evento DESCOLONIZATION #5, realizado no dia 28 de julho de 2018, e que propõe divulgar apresentações artísticas que se relacionam ao contexto local.

Neste sentido, Signo: Som: Infinito:__________ utilizou de equipamentos tradicionalmente ligados à música para incidir sobre eles um deslocamento visual (como obra-objeto) e semântico, que pudesse produzir um som capaz de compor, e, ao mesmo tempo fosse integrante da paisagem sonora do lugar.

Signo-Som-GIF
 Créditos da imagem: Letícia Rita

O trabalho também se entrelaçou com as outras duas obras apresentadas durante o evento: Samsara, de Kauê Garcia, e Dança com plantas, de Anna Luiza Marques.

Para mais informações sobre o evento DESCOLONIZATION #5 acesse:

terça-feira, 24 de julho de 2018

Convite: DESCOLONIZATION #5



Dia 28/07, a partir das 13h, ocorre o DESCOLONIZATION #5. Nesta edição, a trilha do Cerrado Infinito será a paisagem de integração da experimentação sonora.

Às 14h, apresentarei o trabalho "Signo: Som: Infinto:", uma performance sonora disparada por uma ação; o estouro de um balão inflável.

Em diálogo simultâneo, o artista Kauê Garcia realiza a obra "Samsara", feita com a execução em loop de frequências sonoras atribuídas à cura física ou espiritual.

Paralelamente, a artista Anna Luiza Marques fará a ação "Dança com plantas", dando sequência a sua investigação corporal através do Cerrado Infinito.


segunda-feira, 26 de março de 2018

Reapresentação: Repensando Lucier e a sala ecoica

 

 

No último dia 24 de março, foi reapresentada a peça sonora "Repensando Lucier e a sala ecoica", como parte do projeto Rádio Livre do artista Gustavo Torrezan na exposição "especular", curada por Mirtes Martins de Oliveira e Hena Lee, na Galeria Jaqueline Martins (São Paulo, SP).

Abaixo um breve trecho da transmissão/ instalação:


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Radio Creatures



Radio Creatures é um happening sonoro com curadoria de Anna Raimondo, ao vivo com o público na RECYCLART (Bruxelas, Bélgica), transmitido ao vivo por Radio Panik 105.4 FM, e em diversos espaços físicos ao redor do globo.

Nessa edição participo com o trabalho O.Mo (Oscillating motion), 2015. Peça sonora composta para alto-falantes ou fones de ouvido Estéreo. Apresenta uma gama de diferentes frequências binaurais concebidas como uma experiência entre a relação espacial da mente com o deslocamento sensorial do ouvinte.

Serviço
Radio Cratures
30 de janeiro
Transmitido ao vivo por Radio Panik 105.4 FM
19h00 UTC + 1 (16h00 Horário de Brasília)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Jornal de Borda 05

No próximo dia 25 de janeiro será lançado o Jornal de Borda 05, projeto levado adiante pelas artistas Fernanda Grigolin e Lila Botter. Contribuo com essa edição com o trabalho "Sem Título", de 2018.

Thiago R. Sem título. 2018

Serviço:

Lançamento do Jornal de Borda 05
Centro Cultural Ocupa Ouvidor 63
Rua Ouvidor, 63. Centro - São Paulo/ S.P.
Dia 25 de janeiro (quinta-feira, feriado), das 15h Às 18h.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

540 Km: Vídeo


Durante o período de 22 de junho a 28 de julho, a Divisão de Artes Plásticas em Londrina abrigou a mostra coletiva "Arte Londrina 5: Pela estrada e fora". Participei com dois trabalhos: Série de Exposições Sonoras e 540 Km. Abaixo, um breve registro em vídeo do trabalho 540 km em ação.